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GRANDES UTÓPICOS
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Claude Henri de Rouvroy, Conde de Saint-Simon

17 de Outubro de 1760 - 19 de Maio de 1825

 

Nacionalidade: Francesa



Henri de Saint-Simon foi um dos mais importantes pensadores franceses do século XIX e um dos fundadores do socialismo moderno. O seu pensamento influenciou todo o século, nomeadamente nas áreas da Filosofia da Ciência e da Sociologia.

 

A visão utópica de Saint-Simon assentava numa total reestruturação da sociedade francesa com base numa organização industrial. Em vez de ter um governo – defendia ele – a França deveria ter uma administração, tal como acontece com as grandes fábricas, que não são necessariamente geridas por quem as possui. Saint-Simon confiava que o progresso científico e tecnológico contribuiria, de forma decisiva, para a transformação da sociedade. O seu socialismo foi descrito como tecnocrático, na medida em que ele defendia que a economia deveria ser gerida por industriais e técnicos especializados, que ocupariam posições de chefia conseguidas por mérito. Saint-Simon contrariou assim, de forma clara, e apesar das suas origens aristocráticas, a sociedade coeva, governada por uma classe política privilegiada e influente. 

 

 

Na visão utópica de Saint-Simon, nesta sociedade transformada, onde imperariam as noções de mérito e de cooperação, não haveria lugar para a pobreza. A noção de progresso estender-se-ia assim, de forma transversal, a todos os aspectos da vida, que evidenciaria um progresso científico, intelectual, social, económico e humano. Um socialista utópico – viria Karl Marx a rotulá-lo, acusando-o de não ter percebido que uma sociedade socialista não poderia resultar de ideias de “homens de génio”, mas da luta de classes. Apesar do rótulo, a visão límpida de uma sociedade mais justa e sem pobreza ainda é válida para os nossos dias.

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